quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

CICLO DE PALESTRAS - TEMA: FENOMENOLOGIA E LEITURA EM WOLFGANG ISER

O grupo de pesquisa EELLIP proporcionará  o segundo módulo do ciclo de estudos e palestras Paradigmas Críticos do Século XX. O módulo dividido em 4 partes terá como tema FENOMENOLOGIA E LEITURA EM WOLFGANG ISER, que ocorrerá nos dias 7, 14 e 22 de março e, também, 04 de abril sempre nos horários de 14h às 16h no auditório Francisco Paulo Mendes no ILC. Para se inscrever envie um e-mail com nome e número de matrícula para eellip.ufpa@gmail.com ou compareça a sala 3 do prédio da pós-graduação em letras.

IAP "RECEBE CARAVA DE ESCRITORES"



O Instituto de Artes do Pará inicia hoje a programação da Caravana de Escritores 2013 “A escrita e a voz – diálogos sobre a literatura contemporânea”, com palestra dos escritores Bráulio Tavares (PB), João de Jesus Paes Loureiro (PA) e Paulo Henriques Britto (RJ). O evento, que faz parte do Circuito Nacional de Feiras de Livro e Eventos Literários feito em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), segue até o dia 28 deste mês, sempre a partir das 18h, com entrada franca. 

A palestra de abertura será “Literatura fantástica no Brasil”, com escritor, poeta e compositor brasileiro Bráulio Tavares. Natural da Paraíba e morador do Rio de Janeiro desde 1982, Tavares pesquisa há 20 anos a literatura fantástica e a ficção científica brasileira, em contraponto aos diversos pesquisadores que se dedicam a estudar a literatura realista de escritores como Guimarães Rosa e Machado de Assis. 

Culturalmente encarada como uma característica da literatura estrangeira, as histórias fantásticas e de ficção científica do Brasil é ainda pouco estudada, o que motivou a dedicação de Bráulio. “Não é uma coisa muito cultivada no Brasil e nem muito estudada pela Academia, mas com as pesquisas descobriu-se que a ficção científica e a literatura fantástica existem no país desde o século XIX, sendo praticada simultaneamente com a Europa”, defende o escritor.

Uma das obras mais antigas encontradas até agora foi “O doutor Benignos”, escrita em 1875 por Augusto Emílio Zaluar ao mesmo tempo que Júlio Verne, na França. Outra obra, “A rainha do Ignoto”, data de 1899 e foi escrita por Emília de Freitas, do Ceará. Em um sebo, Bráulio também encontro o livro “A liga dos planetas” (1923), de Albino Coutinho. “A gente tem um clube informal de pesquisadores espalhados pelo Brasil onde cada um compartilha as obras que encontro”, conta o escritor. 

Ainda que as obras não tenham uma escrita muito elaborada, Bráulio considera essencial que se tornem conhecidas pelo público. “Tem um importância, que eu chamo de sociologia da literatura, de saber o que as pessoas escreviam em outras épocas”, completa. Para isso, espera-se que as obras de ficção e fantasia sejam reeditadas, com uma leitura contemporânea, para serem distribuídas e comercializadas. 

A Caravana de Escritores continua amanhã com a palestra “A poesia brasileira hoje”, ministrada por Paulo Henriques Britto, do Rio de Janeiro, tradutor profissional de inglês, poeta, ensaísta e professor universitário. Ao longo da carreira, Britto recebeu quatro prêmios nacionais de poesia e também de tradução de obras estrangeiras. Na quinta-feira, a programação será com o poeta, pesquisador e escritor paraense João de Jesus Paes Loureiro que apresentará a palestra “A poesia como encantaria da linguagem”, às 18h e, às 19h, a Caravana encerra com a mesa redonda “A escrita e a voz – diálogos sobre a literatura contemporânea”.

CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO DA REVISTA TEXTO LIVRE

A Revista Texto Livre tem avaliação Qualis CAPES B5

A Revista Texto Livre recebe submissões de artigos, resenhas e ensaios de tema livre para os dois números de 2013:
  • até 5 de março para o número de outono;
  • até 5 de agosto para o número da primavera.

A Revista Texto Livre: linguagem e tecnologia, ISSN 1983-3652, é uma publicação científica semestral do Grupo Texto Livre (www.textolivre.org), da Faculdade de Letras da UFMG, e visa à publicação de textos inéditos sobre Linguística, Educação (inclusive Educação a Distância), Cultura Livre, Software Livre, Tecnologia da Informação e, sobretudo, abordagens interdisciplinares. Ela recebe textos em português, inglês, espanhol, francês e italiano, que são submetidos à avaliação do Conselho Editorial, segundo as normas para contribuições.

As diretrizes para os autores podem ser encontradas no seguinte endereço: http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/textolivre/about/submissions#authorGuidelines

Revista Texto Livre: Linguagem e TecnologiaISSN 1983-3652

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

XVII IFNOPAP


De 13 a 25 de Maio de 2013.

Essa é a data do XVII Encontro Internacional do IFNOPAP / VII Campus Flutuante da Universidade Federal do Pará (UFPA). Organizado em parceria com o Governo do Estado, a 17ª edição navegará a bordo do Catamarã Rondônia (ENART) pelo rio Amazonas e passará pelos municípios de Almeirim, Prainha e Monte Alegre.

A proposta é passar 2 dias em cada um dos municípios e que, durante o deslocamento, aconteça uma programação científico-acadêmica de peso, além de oficinas e minicursos dentro do navio e nos municípios também", explica a coordenadora e idealizadora da proposta desde a sua origem Profª Drª Maria do Socorro Simões (UFPa).

Além de levar ensino, pesquisa e extensão para essas regiões, tem mais uma novidade: A Caravana Pro-Paz, navegará conosco e aportará nesses municípios, garantindo o acesso aos diversos exames e consultas de saúde, atendimento em cidadania (emissão de documentos e defensoria pública), entre outras especialidades.

Valores e inscrições
Levando em consideração que o trajeto do XVII é bem diferente do que ocorreu nesse ano e que o principal meio de locomoção é o navio, não teremos como ofertar pacotes simples (somente apresentação de trabalhos). Essa modalidade é exclusiva para os alunos e professores residentes em cada um dos 3 municípios a serem visitados.

O valor do Pacote Completo (que inclui durante os 13 dias de Evento: Alimentação, Transporte, Hospedagem dentro do navio) será, para professores e graduados, R$ 600,00; e para alunos de graduação e pós-graduações, R$ 400,00. Todos esses valores poderão ser parcelados (mais detalhes em breve).

IMPORTANTE: Você que deseja se inscrever e efetuar o pagamento do valor das inscrições do Pacote Completo e deseja apresentar trabalho (proposta de comunicação, oficina, minicurso, palestra), seja aluno de graduação e pós-graduação, seja professor ou graduado e outros, deverá encaminhar anexado o resumo de sua atividade para:

campusinscrições@gmail.com 
(Favor colocar como assunto: "Inscrições XVII IFNOPAP - VII Campus Flutuante )

Datas
INÍCIO DAS INSCRIÇÕES IFNOPAP 2013: 11 de Janeiro de 2013

TÉRMINO DAS INSCRIÇÕES IFNOPAP 2013: 22 de Março de 2013*
*Não haverá, sob nenhuma hipótese, prorrogação dessa data.

Carta aceite: A carta aceite do seu trabalho só será enviada (excetuando-se casos especiais de convites e outros exclusivos da Organização XVII IFNOPAP) com a confirmação da quitação do valor do Pacote Completo.

Pagamento
Você pode efetuar o pagamento do valor do XVII IFNOPAP em até 3 parcelas.

XVII Encontro Internacional do IFNOPAP / VII Campus Flutuante da Universidade Federal do Pará. De 13 a 25 de Maio de 2013, nos municípios de Almeirim, Prainha e Monte Alegre (Baixo Amazonas). Participe!

Para mais informações clique aqui

SELEÇÃO DE BOLSISTAS

Edital de seleção de bolsistas para o projeto "Maus-tratos contra crianças e adolescentes: limites e possibilidades de atuação de profissionais de saúde”, financiado pelo PPSUS/FAPESPA.


Serão selecionados bolsistas dos seguintes cursos:

-Psicologia
-Serviço Social
-Enfermagem
-Estatística

Saiba mais em site do UFCH.

PUBLICAÇÃO DE ARTIGO PARA REVISTA INVENTÁRIO

CHAMADA DE ARTIGOS PARA O PRÓXIMO NÚMERO (12ª edição)
Prazo para envio de artigos para seleção: de 20 a 27 de fevereiro de 2013.
Critérios de submissão de artigo para publicação:
1. Público:
a) estudantes regularmente matriculados(as) em Programas e/ou Cursos de Pós-Graduação em Letras, Lingüística e/ou Áreas afins, mediante comprovação de matrícula;
b) estudantes que tenham concluído o curso de mestrado ou doutorado nos últimos dois anos;
c) alunos que tenham concluído ao menos uma disciplina como aluno especial, nos últimos três semestres, nos Programas de Pós-Graduação em Língua e Cultura e em Literatura e Cultura do Instituto de Letras da UFBA.
2. Cada estudante deve apresentar somente um artigo inédito para análise e, no caso, de mais de um(a) autor(a), todos devem atender aos requisitos do item anterior.
3. Todos os artigos devem:
a) estar sem identificação do(a) autor(a) ou autores;
b) estar em formato de página A4 padrão, fonte Times New Roman 12, espaçamento entrelinhas 1,5 e margens das páginas 3x3x2x2 (respectivamente, margens superior /esquerda/inferior/direita);
c) possuir entre 08 (oito) e 15 (quinze) páginas;
d) estar em formato *.doc (documento do word);
e) considerar a NBR 14724 (2011) para configuração de apresentação do artigo.
4. Para citações serão consideradas as normas previstas na NBR 10520 (2002).
5. As notas devem vir no rodapé da página em numeração progressiva, em fonte 10. Se houver nota no título, essa deve vir com um asterisco (*).
6. As referências bibliográficas (em sistema autor-data) devem constar no fim do texto, sob o subtítulo REFERÊNCIAS, conforme os exemplos expostos na NBR 6023 (2002) e as diretrizes expostas no item 5.2 da NBR 14724 (2011).
Todas as indicações bibliográficas dadas no corpo do trabalho devem vir registradas nas referências. Solicitamos a máxima atenção para esse tópico, pois problemas nas indicações podem acarretar a rejeição do trabalho.
7. Cada artigo deve ser acompanhado de um resumo com 200 (duzentas) palavras, no máximo, e de um abstract, résumé, resumen ou riassunto com igual tamanho máximo. O resumo deve conter também entre 03 (três) e 06 (seis) palavras-chave. Para confecção do resumo considerar a NBR 6028 (2003).
8. Cada artigo deve ser enviado via e-mail para inventar@ufba.br sob a forma de arquivo anexado com o título "Artigo para Inventário" (somente as mensagens com este título serão aceitas!). No corpo da mensagem, devem constar:
a) o nome do(a) autor(a) ou autores, com endereço completo, telefone e e-mail (atenção, o e-mail do autor será divulgado no corpo do trabalho);
b) o nome do(a) orientador(a), quando houver;
c) o título do artigo anexado;
d) o nome do Programa ou Curso de Pós-Graduação ao qual está vinculado(a) com o endereço completo, telefone e e-mail. Não esquecer de indicar o nível (Especialização, Mestrado, Doutorado);
e) o nome do ARQUIVO deve fazer referência ao titulo do ARTIGO ou parte do título. O nome do documento não deve ser ARTIGO PARA INVENTARIO;
f) a seguinte mensagem:
"Autorizo o Conselho Executivo da Inventário - Revista dos Estudantes dos Programas de Pós-Graduação em Língua e Cultura e em Literatura e Cultura da UFBA a publicar o artigo em anexo a este e-mail, caso ele venha a ser selecionado por seu Conselho Editorial"
seguida do nome completo do(a) autor(a) ou autores.
Obs.: No caso de envio de imagens, contatar a Comissão Executiva, por e-mail.
9. A Comissão Executiva entrará em contato com os autores, via e-mail, informando quais foram os artigos selecionados.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Dica de leitura: Estômago de ostra - notas sobre processos tradutores em Haroldo de Campos, Vilém Flusser e Guimarães Rosa

Resumo: A partir das ideias de Oswald de Andrade sobre antropofagia (Manifesto Antropófago, 1928), que rivalizando com o bom selvagem de Rousseau revitaliza a noção do canibal insubmisso, irreverente e zombeteiro, se inaugura na tradição brasileira artística e acadêmica a noção de devoração do outro como metáfora epistemológica da tradução entre culturas. Tradução antropofágica ou antropofagia tradutória como encontro, experiência de alteridade, mas também como devoração criativa – algumas vezes debochada – e, sobretudo, como transculturação. Experimentos lingüísticos, literários e ensaios de cunho teórico fazem eco a estas ideias. Este artigo debruça-se sobre o pensamento do escritor João Guimarães Rosa, do filósofo e ensaísta tcheco Vilém Flusser e do poeta e tradutor Haroldo de Campos, sublinhando as suas intercessões e também as suas singularidades, a respeito da linguagem e dos processos tradutores. Palavras-chave: tradução; antropofagia.

24º FALE

O FALE (Fórum Acadêmico de Letras) é um evento de nível nacional, promovido pela Associação Nacional de Pesquisa na Graduação em Letras (ANPGL) juntamente com uma Universidade parceira que abriga este acontecimento. Sua 24ª edição acontecerá na Universidade Federal de Roraima (UFRR), Campus do Paricarana, em Boa Vista, entre os dias 13 a 15 de junho de 2013.

O Fórum tem o triplo objetivo de: 1) abrir espaço para divulgação e debate efetivo de trabalhos de pesquisa realizados por alunos de graduação em Letras e áreas afins (por meio das sessões de comunicações); 2) discutir políticas, práticas e possibilidades de realização da pesquisa em nível de graduação (em mesas-redondas e conferências); e 3) ensinar a fazer pesquisa, efetivando mecanismos que ajudem a introdução do estudante em trabalhos de pesquisa (por meio de oficinas de pesquisa).

Nas "Terras de Macunaima", esses objetivos compreendem também a articulação das características formadoras da identidade cultural-regional com aquelas da cultura global. O espaço roraimense destaca-se por ter uma participação expressiva de migrantes e imigrantes, ao lado dos grupos étnicos que somam o total de 11% da população. No estado, cotidianamente são faladas pelo menos 15 línguas, sendo 12 indígenas e três línguas majoritárias português, inglês e espanhol. Desse modo, o estado é campo fecundo de manifestações culturais em negociação, situação que propõe (ou impõe?) um vasto e instigante cenário de pesquisa voltado à abertura ao outro - esse outro que está sempre a chegar, a partir de dentro e de fora da "fronteira". Assim, unem-se nesse evento modos vivendi tradicionais e tecnologias inovadoras que perpassam desde o ensino médio, graduação até a pós-graduação.

O evento é dirigido ao público acadêmico especialmente aos alunos de graduação dos cursos de Letras e áreas afins, cujos trabalhos devem enfocar o universo literário, linguístico e cultural no país e regiões fronteiriças. Participam do 24º FALE estudantes, conferencistas e convidados do Brasil e do exterior.

Em 2013, convidamos todos a participar do 24º FALE e a conhecer Roraima, na "Morada de Macunaima".

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Bailes de salão estão de volta em clipe de Aíla


Meia luz, um bolero indecente a tocar e casais riscando o salão em rodopios sem fim. Um clima nostálgico e sedutor, ideal para quem deseja encontrar um par. Foi em um desses bailinhos antigos que surgiu um amor atemporal, que é o cerne da trama de “Proposta Indecente”, primeiro videoclipe da cantora Aíla. Em dois dias de trabalhos intensos, com direito a mudanças de cenários e figurinos, a equipe comandada por Carolina Matos e Brunno Regis concluiu a gravação do clipe. A locação não poderia ser mais apropriada: tudo foi gravado no salão de festas do clube Subsar, palco de vários amores reais que se desenrolam nos bailes da saudade que movimentam o lugar. 
“Estávamos em busca de uma história que coubesse na música, que fizesse sentido. E quando começamos o processo de pesquisa e produção surgiu a ideia de contar uma história que se passa num baile de salão de meia idade. Não foi à toa que escolhemos o Subsar como a locação do clipe, pois é um lugar que já fez muito sucesso com bailes e ainda mantém um público cativo. A própria música, que é um bolero, remete a isso, a um clima de baile antigo”, explica Carolina Matos, diretora do videoclipe. 
O clipe de “Proposta Indecente” é dividido em duas partes, simulando o deslocamento entre a realidade e fantasia proporcionado pelo amor.
“O clipe conta a história de amor de uma dançarina profissional que é paga para dançar no baile com pessoas que não têm par, mas que um belo dia encontra uma pessoa diferente no salão. É uma história de amor feita de opostos, extremos, que caminha entre a realidade e o sonho, por isso o vídeo é dividido em duas partes, mostrando primeiro a realidade, com um cenário decadente e várias pessoas dançando no salão, e depois o cenário de delírio, com o casal em um espaço cheio de abajures”, diz Carolina. Além do casal protagonista escolhido a dedo pela produção, quem se destaca é Dona Onete, compositora de “Proposta Indecente” e que tem um papel especial na estória. “A Dona Onete literalmente manda na festa. É ela quem entrega as fichas de dança para as pessoas que não têm par. Ela acaba fazendo a ponte entre os cenários de realidade e sonho”. 
E não só no videoclipe Dona Onete desempenha esse papel. A compositora deu de presente a Aíla a canção “Proposta Indecente”, que se tornou uma das músicas de maior sucesso do álbum “Trelelê”, primeiro trabalho da cantora. “Eu adorei a interpretação que a Aíla fez da música. Caiu no gosto das pessoas. E de lembrar que tinha gente apostando que não ia dar certo... mas deu muito certo. Ela cantou com carinho, apostou na música e causou uma grande repercussão desde a primeira vez que ela cantou, lá no Schivasappa”, lembra Dona Onete. 
Ela, que estreou diante das câmeras com a participação no filme “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”, de Beto Brant, não esconde o orgulho e o frio na barriga em participar do clipe de “Proposta Indecente”. “Eu, toda vestida assim, nem parece que é a Dona Onete! Vai ser um clipe diferente, quando estiver pronto as pessoas vão entender a tal proposta. Quero que saia tudo bonito, que ela se saia bem no clipe e seja muito feliz na carreira”, diz, com ternura, referindo-se a Aíla. 
A jovem cantora era só sorrisos, e via na experiência nova uma forma de divulgar o trabalho que foi desenvolvido pelas duas. “Tô ansiosa, não tenho experiência nenhuma em gravação de videoclipe, mas tô acompanhada de pessoas experientes e sei que o resultado final vai ficar muito bom! Como eu sempre falo, esta música é um amuleto pra mim, é um presente que Dona Onete me deu. E gravar o clipe da música com a participação dela é maravilhoso. Esta canção abriu muitas portas pra nós duas e o clipe é uma forma de divulgar nosso trabalho juntas”, afirma Aíla, que é complementada por Dona Onete: “Acho que era isso que tava faltando no Pará: este união para as coisas darem certo”. 
Equipe busca apoio para finalizar projeto
A produção do videoclipe de “Proposta Indecente” conta com uma equipe de 70 pessoas, entre figurantes, operadores de câmera, áudio, maquiagem e figurino, entre outros. Segundo Aíla, apesar do grande número de pessoas envolvidas no projeto, o processo de produção do clipe, que é totalmente independente, foi bem delicado. “Foi um mês de trabalho de pré-produção. É um trabalho construído a muitas mãos. Conseguimos várias coisas, ajuda de fãs, pessoas que se dispuseram a ser figurantes, que emprestaram elementos para o cenário, como os abajures que estávamos procurando. Mas ainda estamos atrás de patrocínio para finalizar o projeto” , conta Aíla. 
Segundo Carolina Matos, apesar das dificuldades, o amor pelo projeto foi a tônica para que o trabalho da equipe fluísse. “Foi uma produção apertada, um processo corrido, mas acabamos multiplicando talentos. Cada um trouxe o seu referencial para o trabalho, do figurino ao cenário. Foi essencial a gente ter amor pelo projeto pra poder contar esta história de amor”, resume.
A equipe conta com profissionais com experiência na produção audiovisual, como Brunno Regis, na direção de fotografia, Dario Jaime na produção de elenco, Bóris Knez na direção de arte, Alessandra Torres como assistente de direção e André Morbach como assistente na direção de fotografia. Junior Campbell e Roberta Carvalho estão na produção de frente do projeto, e Beatriz Morbach no figurino. A direção geral é de Carolina Matos. 
O videoclipe de “Proposta Indecente” tem lançamento previsto para o dia 8 de março. Após a conclusão do projeto, a equipe pretende se dedicar à pré-produção do videoclipe “Preciso ouvir música sem você”.
(Diário do Pará)
Fonte: DOL

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

DICA DE LEITURA - A VIAGEM EM O RECADO DO MORRO: CONSTRUÇÃO DE ESPAÇO E IDENTIDADES


“O Recado do Morro” centra-se na viagem para além da releitura dos espaços físicos, apresentando-nos a trajetória dos personagens em busca de superação de vivências cristalizadas e de questionamentos do próprio ser. Embora saibamos que o tema da viagem como dispositivo de leitura de “O Recado do Morro” tenha sido trabalhado exaustivamente por renomados
críticos de Guimarães Rosa, verifica-se que as leituras geralmente reportam à viagem, nesta narrativa, enquanto alegoria do Brasil na figura do vaqueiro Pedro Orósio, personagem central da novela, situando-o como emblema de uma nação. Não evidenciaram, por exemplo, o espaço, nesta narrativa, a partir da percepção da personagem central, a qual discursivamente transforma suas impressões de viagem em escritura, pois ao deslocamento geográfico do grupo, a viagem representa rito de passagem, transformação, deslocamento espacial, problematizando questões socioeconômicas de uma dada sociedade, mas, sobretudo, representa as mudanças interiores das personagens, refazendo textualmente a formação dessas identidades num fluxo contínuo. Utilizou-se a 5ª edição da  editora José Olympio que leva o título No Urubuquaquá, no Pinhém para análise do texto.

Para saber mais, clique aqui.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

DICA DE LEITURA: UMA RELAÇÃO ENTRE O CONSTRUCTO DO SIGNO MORTE NA NARRATIVA LITERÁRIA CAMPO GERAL E NA ESCULTURA LA PIETÀ


Fonte: http://www.forevergeek.com/2010/03/mario_bros_la_piet_sculpture/1pieta1/

Este texto postula discutir como foram utilizadas as imagens mental e plástica, cuja temática é a morte, na construção de dois discursos midiáticos: Literatura e Escultura; e quais os sentidos que são acionados por essas imagens na organização do discurso, para se provocar a leitura, em torno da morte simbólica de Jesus Cristo no colo de sua jovem mãe, pela mão de Michelângelo Buonarroti e pela mão de João Guimarães Rosa. Entram para o debate dois criadores, dois estilos, duas significações da morte, dois silêncios que falam. Silêncio do mármore e silêncio momentâneo no Mutúm.

Para download do texto clique aqui.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

ESTÉTICA DOS VESTÍGIOS

O tema da memória e de seus vestígios (traces) ocupa pesquisadores de áreas diversas na medida em que a preocupação com o tempo e com o que resta dele em seu passar vertiginoso é o que constitui nossa visão de mundo e nossa identidade. Por se constituir em temática fulcral da teoria e da crítica literárias e em matéria recorrente da literatura de todos os tempos, retomada de forma incontornável na contemporaneidade, propusemos o tema da Estética dos vestígios para a presente edição de Estudos de literatura brasileira contemporânea.

[...]

Entre memória e esquecimento, o que sobra são os vestígios, os fragmentos do vivido, o qual jamais pode ser recuperado na sua integralidade. De onde a preocupação dos regimes totalitários em apagar "os rastros" para que seus atos arbitrários não possam ser lembrados. Mas sempre sobra algum rastro que a sensibilidade dos escritores consegue retraçar e incorporar à matéria poética. Desse modo, se nossa memória é um receptáculo de resíduos memoriais, a literatura também o é, o que fez J. Derrida afirmar que toda a escritura é uma “casa assombrada”, devido a intercorrências tais como citações, alusões, menções, recordações, referências (Bernd, 2011).

Para mais informações: clique aqui.

Colóquio internacional sobre literatura brasileira contemporânea: espaços, traduções e intermediações culturais

A literatura brasileira contemporânea é heterogênea e de difícil delimitação. Ela não se prende a definições unívocas, muito menos se submete com facilidade a generalizações. Se, por um lado, busca acompanhar as transformações sociais e políticas ocorridas no Brasil a partir do final da ditadura militar, por outro, tem de dar conta de novos modos de se constituir como forma de expressão artística. Daí os inúmeros deslocamentos e diálogos efetuados em seu interior, seja refletindo sobre a inclusão de novas vozes sociais, seja incorporando recursos e estratégias provenientes de outras linguagens artísticas, seja, finalmente, discutindo sua relação com os meios comunicação de massa.
Este colóquio – que reunirá pesquisadores de diversas instituições acadêmicas da Alemanha, Áustria, Brasil, Dinamarca, Estados Unidos, Espanha, França, Inglaterra e Portugal – pretende abordar alguns destes movimentos, e suas intermediações, tentando captar suas consequências no campo literário brasileiro e no interior das obras literárias. Ele surge dos diálogos estabelecidos entre estudiosos de literatura brasileira contemporânea de três grupos de pesquisa e marca a consolidação da cooperação entre três instituições de ensino superior: a Universidade de Brasília, a Universidade de Paris-Sorbonne e a Freie Universität Berlin. 
As diferentes procedências dos participantes apontam também as diferentes perspectivas teóricas e metodológicas que estarão em debate no encontro. E nem poderia ser de outra forma, tendo em vista a multiplicidade de problemas colocados por essa literatura. Estarão em discussão, portanto, desde questões mais teóricas, necessárias para a análise das obras literárias em seu conjunto, até estudos pontuais sobre livros e autores específicos, incluindo ainda interpretações sobre o campo literário brasileiro atual. Todos os trabalhos trarão como preocupação central o fazer literário na contemporaneidade.


sábado, 2 de fevereiro de 2013

Brasileiros são homenageados em cerimônia em memória ao Holocausto

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Dois brasileiros foram lembrados nesta quarta-feira (30) em Brasília.
Seis milhões de judeus foram massacrados pela Alemanha nazista.

 

Brasileiros que ajudaram judeus a fugir de perseguições durante a Segunda Guerra Mundial foram homenageados nesta quarta-feira (30) em Brasília no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.
É mais com os olhos e com longos silêncios que a dona de casa Lulu Landwehr expressa o terror do tempo que passou no campo de concentração de Auschwitz. Ela tinha 19 anos e perdeu quase toda a família no dia em que chegou ao campo, levados para a câmara de gás.
Seis milhões de judeus foram massacrados pela Alemanha nazista. Muitos, porém, conseguiram escapar, graças à coragem de quem arriscou a vida por solidariedade. Entre esses heróis, dois brasileiros, que foram homenageados nesta quarta-feira (30) em Brasília.
Aracy Guimarães Rosa, funcionária do consulado brasileiro em Hamburgo, na Alemanha, na época da guerra, ajudou a salvar muitas vidas. Ela concedia vistos sem identificar que os beneficiados eram judeus. Aracy foi casada com o escritor Guimarães Rosa, diplomata do consulado.
Ficou conhecida como "o anjo de Hamburgo", relembra o filho dela, o advogado Eduardo Tess. "Ela fez por solidariedade. Ela tinha uma coragem muito grande de proteger", diz.
Luis Martins de Souza Dantas era o embaixador brasileiro na França ocupada. Contrariando ordens do governo Vargas, que não queria a imigração de judeus para o Brasil, ele concedeu vistos diplomáticos a cerca de 800 judeus, entre eles o ator polonês Ziembinski.
A família de Raphael Zimetbaum também foi salva pelo embaixador. Raphael tinha 13 anos quando o pai dele, Eliézer, conseguiu os vistos para toda a família com Souza Dantas. “Se não fosse o Souza Dantas, não existiriam meus filhos, não existiriam meus netos, não existiriam, o que eu espero, meus futuros muitos bisnetos e quantas gerações, gerações que seguirão", afirma.
Fonte: G1